blog

17 de maio, 2017

Quais dúvidas você tem em relação à maternidade?

Quais dúvidas você tem em relação à maternidade?

Com tantos eventos para mães e crianças, além das aulas gastronômicas toda semana aqui no Pátio Brasil, acabamos tendo muito contato com profissionais dessa área de gestantes, bebês e da saúde das mães de uma forma geral. Com isso, aprendemos sempre um pouquinho sobre esse mágico – mas também desafiador – universo das mães.

E elas, sempre presentes nos nossos eventos, têm muitas dúvidas. A alimentação da mãe interfere nas cólicas do bebê? Quando começo a dar açúcar pro meu filho? Quando cortar o cordão umbilical?

Para ajudar vocês, vamos listar em vários posts por aqui algumas dicas. A primeira é sobre cólicas nos bebês e se a alimentação da mãe pode ajudar a evitá-las. Contamos com a ajuda de vários especialistas, incluindo nossa parceira do Tempero Meu e do Maternidade Consciente, a nutricionista Joana Lucyk, do Saúde Ativa, especialista em alimentação para gestantes e mães.

POR QUE OS BEBÊS TEM CÓLICA?

A cólica do bebê é uma síndrome clínica em que o choro tem início súbito, a criança parece sentir dor e fica inconsolável. Para explicar essa síndrome alguns autores sugerem a “regra dos três”:
– duram pelo menos três horas
– ocorrem pelo menos três dias por semana e pelo menos três semanas seguidas
– desaparecem aos três meses de vida.
E mais: o choro parece ter hora certa para acontecer, geralmente no fim da tarde ou início da noite.

Várias são as hipóteses levantadas para explicar esta síndrome mas, afinal, a alimentação da mãe pode influenciar no aparecimento de cólicas na criança?

Durante a amamentação a parede intestinal está bem desenvolvida para otimizar a absorção de nutrientes e o fígado está a todo vapor, direcionando o máximo de substâncias para a produção de leite nos alvéolos mamários. Logo, cuidado especial com estes dois órgãos é fundamental. A microbiota saudável, parede intestinal bem formada e boa capacidade de detoxificação são essenciais para o sucesso da lactação – a garantia destes processos e estruturas saudáveis é a primeira providência quando se pensa em minimizar o sofrimento dos pequenos.

Alguns trabalhos sugerem que proteínas de alto peso molecular presentes na dieta da mãe podem favorecer o aparecimento das cólicas. Destaque para betalactoglobulina, que vem do leite de vaca. Metabólitos desta proteína e outras substâncias com potencial alergênico como a l’octopamina presente em frutas cítricas podem ser secretadas no leite materno e, como a criança tem uma mucosa intestinal imatura, estas substâncias podem favorecer o aparecimento de processos alergênicos e síndromes como as cólicas.

As manifestações na criança podem aparecer no intervalo de uma hora até oito horas após o consumo de substâncias potencialmente alergênicas pela mãe. O segredo é observar e realizar possíveis correlações entre o consumo alimentar materno e o aparecimento dos sintomas. Atenção especial ao leite de vaca e seus derivados, trigo, ovo, amendoim, nozes, soja e cítricos.

Mas, vale lembrar: restringir tais alimentos por período prolongado não é o caminho. É preciso, antes, garantir saúde intestinal e hepática e, para isso, a alimentação saudável, equilibrada e adequada ao organismo a que se destina é fundamental. Bom senso e observação, também.